quarta-feira, 8 de julho de 2009

O saldo de "Força-Tarefa" e "Tudo Novo de Novo"


Já falamos demais sobre os casos de "Ugly Betty" e "Grey's Anatomy", não é? Vamos então partir para um outro assunto. Que tal falar sobre as séries nacionais da Globo?
Na última semana, a Globo encerrou as temporadas de "Força-Tarefa" e "Tudo Novo de Novo", suas duas apostas em seriados para o primeiro semestre. Pro segundo, devem vir "Aline", "Decamerão", "Cinquentinhas" e "Ó Paí, Ó". Com erros e acertos, pode-se dizer que as duas primeiras séries nacionais do ano foram bem-sucedidas.

"Força-Tarefa" pecou pela curta duração, o que deu pouco espaço para os personagens em detrimento da situação em si. Parecia até série dos anos 1970/80, em que a situação esquemática tinha mais valor que os personagens. Os próprios roteiristas devem ter percebido o erro e foram ajustando a série aqui e ali. Aos poucos, o seriado evoluiu e terminou bem. Merece voltar no ano que vem. Ainda sou mais "A Justiceira", mas "Força-Tarefa" foi um bom drama policial, sobretudo por tratar da Corregedoria da polícia, um tema bastante interessante.

"Tudo Novo de Novo" trouxe à Globo um seriado dramático, com pitadas de humor e muito romance. Foi leve, divertido, atraente e totalmente atual. Mais que a história de amor de Miguel e Clara, a série trouxe uma gama de situações. Porém, assim como "Força-Tarefa", os personagens secundários ficaram meio "de lado". E eles traziam boas histórias e tinham personalidades melhores delineadas que os próprios protagonistas. Temas como separação, filhos, drogas e homossexualidade foram expostos de maneira delicada e real.

"Tudo Novo de Novo" não fez sucesso na audiência e não deve voltar, mas foi uma bela experiência em dramédia nacional. Ainda espero que chegue um dia em que a emissora possa produzir algo no nível de "Brothers & Sisters", seriado com forte carga dramática, mas que não chega a ser um folhetim. Aliás, bem que alguma emissora aberta devia trazer "Brothers & Sisters", não?

Já foi bom ver a Globo fora dos seriados de comédia. No ano passado, lançou os chatos "Casos e Acasos", "Faça Sua História" e "Dicas de um Sedutor", que sumiram sem deixar saudades. A emissora já produz boas comédias, como "Toma Lá Dá Cá" e "A Grande Família", e não precisa dedicar mais espaço a elas. Já andam dizendo que "A Diarista" pode voltar. Acho desnecessário. "A Diarista" foi ótima, teve bons momentos e arrancava risos, mas seu tempo já foi. Até Claudia Rodrigues merecia algo maior e melhor que reviver a Marinete...

TV Aberta em Série: Publicada toda quarta-feira.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Shakespeare na TV


Cultura e dinheiro. Arte e investimento. Artistas e funcionários públicos. De um lado, a paixão pela arte e a vontade de viver da criação. Do outro, a necessidade de um desenvolvimento cultural que permita retorno financeiro. Dilemas presentes no dia-a-dia dos profissionais da área cultural, que precisam realizar projetos artísticos que sejam artisticamente relevantes, e, ao mesmo tempo, economicamente viáveis e lucrativos. Dilema este que será abordado, com muito humor, em "Som & Fúria", nova minissérie da Globo.

"Som & Fúria" mostra os bastidores de uma companhia de teatro shakespeariana em crise. O protagonista é Dante [Felipe Camargo], diretor artístico da Companhia de Teatro do Estado [CTE] e sujeito dramático e angustiado que chega ao posto depois da morte de Oliveira [Pedro Paulo Rangel]. Ele tem vários “pepinos” para administrar. Entre eles, a convivência com Elen [Andréia Beltrão], seu grande amor do passado e uma das estrelas da companhia, que sofre por estar ficando velha e se ver perdendo personagens para atrizes mais jovens. Há ainda as intervenções de Ricardo [Dan Stulbach], o diretor financeiro da companhia, que vive preocupado com as contas e com o mau desempenho da temporada de Shakespeare. Ele se une a Graça [Regina Casé], uma inescrupulosa funcionária da Secretaria de Cultura que pretende transformar a companhia em uma grande empresa de musicais.

Outro problema para Dante será uma das soluções propostas por Ricardo: a contratação do jovem ator Jaques Maia [Daniel de Oliveira], um galã de novelas que não tem nenhuma experiência em teatro. Ricardo aposta na popularidade do ator para alavancar as finanças. Mas Dante vê resistência por parte dos outros integrantes da companhia, que ficam insatisfeitíssimos com a situação. Elen não facilita a vida do rapaz na montagem de Hamlet, em que vive Gertrudes. Além disso, a protagonista deixa a peça, dando oportunidade para a iniciante Kátia [Maria Flor] viver Ofélia. Em meio aos ensaios, ela se envolve com Jaques.

"Som & Fúria" é uma adaptação da série canadense "Slings and Arrows" [“estilingues e flechas”], realizada pela Globo em parceria com a produtora O2, de Fernando Meirelles, parceria esta que já rendeu séries como Cidade dos Homens e Antonia. Meirelles, diretor de longas como Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira, assina a direção da série ao lado de Toniko Melo, Rodrigo Meirelles, Gisele Barroco e Fabrízia Pinto. Em entrevista coletiva durante o lançamento da minissérie, o diretor afirmou que, no Brasil, pretende continuar dirigindo para televisão. “O alcance do veículo é absurdo. Você faz uma minissérie como essa e terá 20 milhões de pessoas assistindo. O cinema é muito mais caro e com um alcance muito menor”, disse ele, que acredita que a série possa voltar no ano que vem.

O grande elenco, rodeado de estrelas, é outro trunfo da minissérie. Além dos já citados, aparecem ainda Débora Falabella, Daniel Dantas, Leonardo Miggiorin, Paulo Betti, Chris Couto e Rodrigo Santoro, que vive o publicitário picareta Sanjay, entre outros.

"Som & Fúria" terá doze capítulos, exibidos de terça a sexta, sempre depois da linha de shows da Globo [Casseta & Planeta, Futebol, A Grande Família e Globo Repórter] a partir do dia 7 de julho.

Matéria escrita e publicada originalmente na Revista Paradoxo (www.revistaparadoxo.com), em 01/07/2009.

"Ugly Betty" e "Grey's Anatomy" madrugada adentro


Exatamente há um ano, estreavam na TV aberta do Brasil dois grandes sucessos internacionais: “Ugly Betty” e “Grey’s Anatomy”. Dois programas de nome estranho (preguiça de traduzir?) que chegaram para substituir a linha de shows do SBT, que passava para a faixa das 20 horas com o título “SBT Show”. Parece que foi ontem, mas um ano se passou. Bastante tempo, se levarmos em consideração o histórico de grade flutuante que caracterizou a emissora desde sua inauguração.

Pois as mesmas séries que estrearam há um ano com a missão de tapar buraco na programação, mas também atrair um público mais jovem ao SBT, agora saem de cena do horário nobre. Em seu lugar, volta a linha de shows da emissora, deixando o “SBT Show” apenas para realities e games. “Ugly Betty” será substituída por “Show do Milhão”. “Grey’s Anatomy” dá espaço para “A Praça É Nossa”. As séries foram realocadas para a madrugada, nos mesmos dias, mas depois do “Jornal do SBT”.

Duas análises são possíveis nessa situação. A primeira é, como sempre, a desconsideração da emissora para com o público que ela mesma acostumou a acompanhar seriados neste horário. Enlatados no horário nobre foram atração do SBT por anos, mas já fazia um bom tempo que a rede não trazia nada de novo, deixando os programas nas madrugadas e nas tardes dos finais de semana. Voltou com duas atrações de peso: “Ugly Betty” é a adaptação americana de “Betty, a Feia”, uma fórmula já testada e aprovada que sempre encontra público cativo; “Grey’s Anatomy” mistura drama, comédia e elementos de dramalhão (uma “novela americana”, nas palavras do SBT), e é um dos mais famosos dramas médicos da atualidade. Os dois programas não decepcionaram e marcaram bons índices de audiência desde a estreia. Assim, um ano é tempo suficiente para formar uma audiência fiel. Mudar os programas de horário não é melhor maneira de tratar esta audiência, muito menos se o tal novo horário for a madrugada. Quem precisa acordar cedo está perdido.

Porém, uma outra análise é possível, embora soe até como contraditória. A mudança de horário foi uma maneira que a emissora encontrou de respeitar este público. Afinal, seria mais fácil tirar do ar logo e o problema estava resolvido. Mas a emissora optou por respeitar aqueles que acompanhavam as temporadas inéditas dos dois programas (que foram anunciadas com pompa em maio) e as manterá no ar, mesmo que o horário seja um tanto ingrato. Uma nobre visão, se levarmos em conta que, em tempos não muito distantes, o SBT tinha como hábito limar qualquer produto da grade que estivesse “sobrando”, sem dó nem piedade. Ou alguém aí viu “Tal Mãe, Tal Filha” (“Gilmore Girls”) até o final na TV aberta? Exemplos não faltam.

É, não adianta espernear. O melhor agora é sentar no sofá e relaxar se divertindo com os erros primários dos universitários que auxiliam os participantes do “Show do Milhão” e encontrar um novo jeito de acompanhar as suas séries. Acionar o vídeo cassete ou esperar até 1h15 da manhã para assistir “Ugly Betty” e “Grey’s Anatomy” são duas opções para quem se recusa a abandoná-las. O problema da segunda opção é que ela pode causar sonolência generalizada no dia seguinte.

Séries em Série é a coluna assinada por este jornalista, publicada todas as terças-feiras no portal Tele História (http://www.telehistoria.com.br/).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sony exibe final de "Grey's Anatomy"


O canal Sony exibe na noite de hoje (6), às 22 horas, o final da quinta temporada de "Grey's Anatomy". Temporada esta marcada mais por conflitos externos que internos, que até justificam a reviravolta mostrada no episódio final, sabendo das difíceis negociações para a renovação dos contratos de Katherine Heigl e T. R. Knight.

SPOILERS! O último episódio mostrará Izzie cada vez mais abalada com a morte da amiga que tinha um câncer parecido com o dela. Já George se alista como voluntário para a Guerra do Iraque, mas é atropelado por um ônibus (!) e fica o gancho.

Sabemos que T. R. Knight não estará no sexto ano de "Grey's Anatomy". Já Katherine Heigl sim. Ou seja, o mais provável é que Izzie se recupere de sua doença terminal e George, por sua vez, seja levado de ônibus para o além... Ou não. A conferir.

Nos bastidores da TV


"Studio 60 on The Sunset Strip" foi uma interessante série, mas que não foi bem compreendida por parte da audiência e teve vida curta. Criada por Aaron Sorkin, o criador de "The West Wing", a atração estreou em 2006 e teve apenas uma temporada, formada por 22 episódios.

Em "Studio 60", Aaron Sorkin manteve a proposta de "The West Wing" de revelar bastidores. Aqui, porém, sai a política e entra o universo da televisão (aliás, a própria série vai mostrar que estes dois universos não andam tão distantes assim). Empresários da comunicação, produção e elenco de um programa semanal de humor são os personagens desta série.

"Studio 60" começa quando o diretor do programa de mesmo nome tem um surto e revela, ao vivo, as pressões e dificuldades a que é submetido e os rumos que a emissora está tomando. Com isso, Jordan McDeere (Amanda Peet), a nova diretora de programação da NBS, convida dois ex-roteiristas da atração, Matt Albie (Mathew Perry) e Danny Trip (Bradley Whitford) para voltarem e darem novo rumo ao show. Assim começa a tentativa de reerguer o "Studio 60", um programa de humor no estilo do "Saturday Night Live", ao mesmo tempo em que desencadeiam conflitos empresariais, políticos e sentimentais. Uma tensão sexual surge entre Jordan e Danny. Já Daniel terá de conviver com a ex Harriet Hayes (Sarah Paulson), um dos principais nomes do show.

"Studio 60 on the Sunset Strip" contou com a participação especial de muita gente famosa, como Sting, Felicity Hufmann e Lauren Grahan. Apesar de ter contado com apenas uma temporada, a série foi muito bem aceita pela crítica, graças ao roteiro extremamente bem costruído e diálogos rápidos e inteligentes.

Duas curiosidades: as atrizes Sarah Paulson e Amanda Peet voltam a dividir a cena, depois de interpretarem as amigas Jack e Elisa na série "Jack & Jill". E Amanda engravidou durante as filmagens da única temporada de "Studio 60".

No Brasil, "Studio 60" foi exibido pelo Warner Channel e pelo SBT. Esta última fez o favor de exibir a série por volta das três horas da manhã...


Memória em Série: Publicada toda segunda-feira.

sábado, 4 de julho de 2009

Evangeline Lilly & Ian Somerhalder

Evangeline Lilly


Nicole Evangeline Lilly nasceu em Fort Saskatchewan, Alberta, Canadá, em 3 de agosto de 1979.

A atriz acumulou pequenas participações em filmes como “Quase Virgem” e “Freddy x Jason”, além das séries “Smallville”, “Tru Calling” e “Kingdon Hospital”. Ficou famosa ao dar vida à fugitiva Kate Austen na série “Lost”.

Evangeline é namorada de Dominic Monaghan, o Charlie de “Lost”.

Ian Somerhalder


Ian Joseph Somerhalder nasceu em Covington, nos EUA, no dia 8 de dezembro de 1978.

Trabalhou como modelos até os 19 anos. Participou de várias séries, como “Young Americans”, “Close to Home”, “Law & Order”, “CSI”, “Smallville”, “Tell Me You Love Me”, entre outras. Ficou conhecido pelo personagem Boone, de “Lost”.

Ian está no elenco de “Vampire Diaries”, nova série e grande aposta do canal The CW para 2009, com estreia prevista para setembro.

Galeria em Série: publicada todo sábado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

SBT define futuro de suas séries


O SBT definiu ontem o futuro de suas séries exibidas em horário nobre. "Ugly Betty" e "Grey's Anatomy", felizmente, não saem do ar.

Mas a notícia não deve agradar a todos. A emissora de Silvio Santos passará a exibir duas de suas principais séries nas madrugadas. "Ugly Betty" segue em sua segunda temporada inédita às quartas-feiras, mas entrará no ar depois do "Jornal do SBT - Noite". Ou seja, mais ou menos à 1h15 da manhã. "Grey's Anatomy" segue o mesmo caminho: permanece às quintas, mas depois do "Jornal do SBT", também por volta da 1h15 da matina.

As duas séries, portanto, passarão a fazer parte da faixa "Tele Seriados", que exibe séries madrugada adentro no SBT. Às quartas era exibido "Sobrenatural". Às quintas, era dia de "Arquivo Morto".

Aos fãs, duas saídas: ir dormir tarde da noite ou acionar o video cassete.

Fim de semana brazuca

Nesta semana, uma das mais belas minisséries já apresentadas na televisão brasileira chegou em DVD. Empolgado com a notícia, o Fim de Semana em Série de hoje traz mais detalhes sobre este lançamento e, ainda, sugere outro título nacional para embalar o final de semana. Estamos brasileiríssimos!

“Capitu” é a minissérie em questão. De Luiz Fernando Carvalho, que usa e abusa de elementos lúdicos, teatralidade e licenças poéticas poucos vistos em TV, a produção é baseada em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. A minissérie mostra as duas fases do romance - o amor adolescente de Capitolina, a Capitu (Letícia Persiles), e Bento Santiago, o Bentinho (César Cardadeiro), que fazem um juramento de amor antes da ida do menino para o seminário; e o ciúme que Bento (interpretado pelo autor, diretor, ator poeta e apresentador Michel Melamed), já formado em Direito e casado com Capitu (Maria Fernanda Cândido), passa a ter de sua esposa e de seu melhor amigo Escobar (Pierre Baitelli). A trama apresenta ao público um melancólico Dom Casmurro, que escreve um livro para contar a versão de sua própria história e também restaurar, na velhice, os momentos vividos na adolescência ao lado do grande amor de sua vida, Capitu, menina que seduzia com seus 'olhos de ressaca'. O DVD duplo da minissérie 'Capitu', uma obra do diretor Luiz Fernando Carvalho e a segunda realização do projeto 'Quadrante', ainda nos presenteia com um material extra instrutivo. O disco 1 apresenta trechos de palestras dadas pelos profissionais - a psicanalista Maria Rita Kehl; o jornalista e escritor Daniel Piza; e o ensaísta Gustavo Bernardo. Já o disco 2 apresenta uma cena inédita e o making of da minissérie.

E já que o assunto é minissérie, a segunda dica do dia é “Maysa – Quando Fala o Coração”. Intensa, ousada, transgressora, mas também sensível, romântica e talentosa, Maysa (Larissa Maciel) não era uma só, mas muitas. E em tudo que fez, nos palcos e fora deles, seguiu apenas seu coração. Numa época em que tudo já estava decidido na vida de uma mulher, ela quebrou paradigmas, lutou pelos seus sonhos e ainda se tornou uma das maiores cantoras do Brasil. Mas pagou um preço: foi duramente criticada pela imprensa, sofreu e fez sofrer. O DVD triplo “Maysa - Quando Fala o Coração” traz o registro dessa minissérie e nos reserva ainda um disco exclusivo só de extras. Nele, encontramos algumas relíquias inéditas da artista, como cenas do seu casamento com André Matarazzo, cenas de alguns shows internacionais e uma entrevista inédita.

Fim de Semana em Série: Publicada toda sexta-feira.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Séries da Globo encerram temporada


A Globo exibe nesta semana os episódios finais de suas séries lançadas em 2009, "Força-Tarefa" e "Tudo Novo de Novo".

Hoje (2) à noite, depois de "A Grande Família", encerra-se a primeira temporada de "Força-Tarefa". No episódio, o coronel Caetano se decepciona pela falta de reconhecimento de seu trabalho por parte do delegado Mário, após ter capturado Dogão, chefe de uma quadrilha. Mas o coronel e o tenente Wilson terão mais motivos para suspeitar do delegado.

O seriado policial da Globo acertou ao abordar a Corregedoria da polícia, mostrando um lado diferente dos policiais. Seu maior problema foi o tempo de duração do episódio, que não permitia um maior aprofundamento dos personagens. Mesmo assim, teve boas atuações, com destaque total ao tenente Wilson, de Murilo Benício, e a cabo Selma, de Hermila Guedes. "Força-Tarefa" deve ganhar nova temporada em 2010.

Amanhã (3), depois do "Globo Repórter", é a vez do drama "Tudo Novo de Novo" se despedir. No episódio, Miguel, depois de discutir com Clara, decide ir embora para São Paulo. Clara fica decepcionada. Porém, uma suspeita de gravidez pode fazer com que o casal se reúna novamente para acertar os ponteiros. Só que Carol decide voltar a morar com a mãe e não gosta nem um pouco da possibilidade de ter um irmãozinho. Mais problemas para a pobre Clara!

"Tudo Novo de Novo" acertou ao apostar num drama com pitadas de comédia. Outro acerto foi o tema das novas famílias formadas por pais separados e seus novos cônjuges, o que deu margem para abordar uma série de temas interessantes, como amor na terceira idade, relacionamentos com filhos e enteados, lesbianismo e drogas. E errou ao trazer protagonistas simpáticos, mas muito superficiais. Mesmo assim, uma bela experiência em dramédia nacional. Destaque para as presenças de Miriam Mehler, Irene Ravache, Sueli Franco, Arieta Correa e a simpática Maria Eduarda, intérprete de Nanda, irmã de Clara. "Tudo Novo de Novo" não deve ter uma segunda temporada.

As miniaturas dos "Looney Tunes"


"Tiny Toon" foi uma das séries de animação mais divertidas já feitas pela Warner. Isso porque a série usava e abusava da metalinguagem, ao sempre revelar que os personagens estavam dentro de um desenho, ao mesmo tempo em que homenageavam os astros de "Looney Tunes".

"Tiny Toon" era protagonizado por Perninha e Lilica, dois coelhos inspirados em Pernalonga que lideravam uma galera moradora de Acme City. A cidade abrigava a Luniversidade Acme, onde os personagens estudavam para se tornarem verdadeiros astros de desenhos. E os professores não poderiam ser melhores: Pernalonga, Patolino, Gaguinho, Frajola, Vovó e cia bela estavam no corpo docente da instituição.

A turminha de Perninha e Lilica era formada por "miniaturas" dos astros da animação da Warner. Compunham a turma o pato Plucky Duck (inspirado em Patolino), Presuntinho (Gaguinho), Roy Corrói (Taz), Valentino Troca-Tapa (Eufrazino Puxa-Briga), Felícia (Hortelino Troca-Letra), Frajuto (Frajola), Fifi (Pepe Le Gambá), Leiloca Pataquada (Melissa Duck), Coyote Coió e BipBip (Coyote e Papa Léguas), Sweetie (Piu-Piu), Fanhinho (Frangolino); e alguns sem inspiração específica, como o professor Caruncho e o Condorinho. Tem também o engraçadíssimo Cuco Dodô, filho do Dodô que apareceu no curta animado do Gaguinho "Porky in Wackland", que morava na Malucolândia.

Os episódios de "Tiny Toon" mesclavam tramas absolutamente metalinguísticas com aventuras mais "comuns", com os personagens circulando pelos arredores de Acme City. Normalmente eram Lilica, Perninha, Plucky e Presuntinho os astros principais, com Valentino como principal antagonista e Leiloca e Fifi como "coadjuvantes preferidos". Era sempre divertido o flerte de Plucky e Leiloca e Fifi e Presuntinho, além das manias de menino rico Valentino, e o amor incondicional aos animais de Felícia. Cada episódio trazia mais de uma trama, amarrada por cabeças apresentadas por Perninha e Lilica, que sempre ressaltavam que "não eram parentes". É antológico o final de cada episódio, trazendo personagens no centro dos círculos coloridos que formavam o logotipo do desenho dizendo uma frase engraçada. Uma das melhores é quando aparece Perninha e Lilica. Ele diz: "diga tchau, Lilica!". E ela: "tchau, Lilica". Genial!

Alguns episódios são inesquecíveis, como aqueles que traziam as lembranças de infância de Plucky. Num deles, o pai de Plucky o ensina a usar o vaso sanitário, mas ele se diverte mesmo é com a descarga. "A água desce pelo buraco!", repetia insistentemente um pequeno Plucky, fascinado com a descoberta. O patinho tratou de jogar na privada tudo o que encontrou pelo caminho.

São inesquecíveis também os tipos: Perninha e Lilica eram espertos, Plucky metido a besta, Presuntinho tinha mania de limpeza, Leiloca era toda exotérica, Valentino um mimadinho malvado, Frajuto um azarado... E a campanhia da mansão do Valentino não fazia ding dong: ela entoava: "di-nhei-ro".

Várias personalidades famosas apareceram em episódios de "Tiny Toon", como a atriz Whoopi Goldberg e o diretor Steven Spielberg. Felícia, a adoradora de animais, chegou a participar de outra série, "Pinky, Felícia e o Cérebro", em que ela adota os ratos de laboratório que querem dominar o mundo, personagens oriundos de "Animaniacs".

"Tiny Toon" divertiu em 98 episódios e quatro longa-metragens. Foi produzido pela Amblin, de Steven Spielberg, e fez muito sucesso no Brasil, onde estreou no "Xou da Xuxa", no início dos anos 1990. Até virou revista em quadrinhos publicada pela editora Globo. O desenho passou também pelo Warner Channel e pelo SBT, sempre encantando a garotada. Além disso, abriu caminho para os desenhos mais "aloprados" da Warner, como o impagável "Animaniacs", além de outros menos famosos, mas não menos divertidos, como "Freakazoid" e "Histeria!". Uma diversão deliciosa e atemporal!

Animação em Série: Publicada toda quinta-feira.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Drea de Matteo em "Desperate Housewives"


A atriz Drea de Matteo passa a integrar o elenco de "Desperate Housewives" em sua próxima temporada, informou o site Estrelando. Ela será a matriarca de uma nova família italiana que desembarcará em Wisteria Lane.

Drea foi vencedora de um prêmio Emmy, de melhor atriz coadjuvante em série dramática, por seu trabalho na série "Família Soprano".

Recentemente, ganhou força a notícia de que ela teria lamentado e se arrependido de sua participação na sitcom "Joey", seu último trabalho relevante em TV. Drea teria dito que o fraco desempenho da atração diante do público e da crítica teria prejudicado sua carreira, pois não apareceram novos convites desde o final da série, em 2006.

Em "Joey", a atriz viveu Gina, irmã do protagonista Joey, vivido por Matt LeBlanc. O ator deu sobrevida ao personagem de "Friends", numa nova série que mostrava sua ida a Hollywood e convivendo com a irmã e o sobrinho nerd. Mas a fraca atração não decolou e foi cancelada na segunda temporada.

O que será de Meredith Grey no SBT?


Será que comemorei cedo demais? Na quarta-feira retrasada, o TV Aberta em Série comemorou a reprise de "The OC" nas noites de sábado. Na mesma semana, a série saiu do ar para dar mais espaço à "Cory na Casa Branca". Depois, para me retratar, defendi a TV aberta no TV Aberta em Série da semana passada, dizendo que, por mais que séries estrangeiras seja usadas como tapa-buracos pelas TVs abertas, elas haviam ganhado mais respeito que há alguns anos atrás. Mas aí vem outra notícia e nos pega de surpresa!

Foi destaque na segunda, dia 29, no Notícias em Série deste blog, que o SBT ressuscitará a linha de shows das 22h45. A linha, que no ano passado passou para às 20h, volta para depois da novela com os programas "Hebe", às segundas, "Show do Milhão", às quartas, e "A Praça É Nossa", às quintas. O "SBT Show" continua no ar, mas será mais voltado aos realities. Porém, nada foi informado sobre o futuro das séries "O Exterminador do Futuro", cartaz da segundas, "Ugly Betty", das quartas, e "Grey's Anatomy", das quintas. O que será que vai acontecer? O SBT ainda não informou.

Será que a TV aberta não vai mostrar os desdobramentos do romance entre Betty e Henry? Afinal, o cara do sanduíche terá alguma chance com a nossa feia preferida? E a Meredith? Está lá, toda congelada na mesa de cirurgia, lutando por sua vida. Amanhã, provavelmente, veremos o que será da médica do Seattle Grace... Mas e depois? Essas séries estão sendo exibidas há um ano. Tirá-las do ar agora, a essa altura dos acontecimentos, seria uma tremenda sacanagem!

Pode ser que elas mudem de horário. Só esperamos que elas não caiam para a grade preferida dos quardas noturnos, os "Tele Seriados" de altas horas da madrugada. Podiam ser exibidas nas noites de sábado, antes do "Cine Belas Artes". Não é o melhor dia e horário do mundo, mas pelo menos garantiria sua continuidade. Mas sair do ar... Ah, isso não!

Vamos esperar para que saia uma definição por parte da emissora. E torcer. E rezar...

TV Aberta em Série: publicada toda quarta-feira.