terça-feira, 8 de setembro de 2009

Surpresa! Hank Moody na TV aberta!


Já estava pronto para conferir “The Mentalist” e o quarto ano de “Sobrenatural” na tela do SBT, quando fui surpreendido pelas mudanças de planos da emissora. No sábado, um dia antes das estreias, a emissora optou por adiá-las e lançar “Californication”. A série de David Duchovny ocupa a vaga do “’Qualquer Hora’ no Cinema”, faixa de filmes que devia começar às oito e meia da noite, mas já estava atravessando a madrugada.

Na série, Duchovny é Hank Moody, um escritor em crise. Seu único livro famoso, “Deus Odeia a Todos Nós”, acaba de ganhar uma terrível adaptação cinematográfica chamada “Uma Coisinha Louca Chamada Amor”, protagonizada por Tom e Katie (assim mesmo, sem sobrenome). Além disso, segue apaixonado pela ex-mulher Karen, que está noiva de Bill. Sem inspiração para escrever, ele se deprime e se afunda no vício em álcool, drogas e sexo. No primeiro episódio, ele se envolve com Mia e, mais tarde, descobrirá que a jovem é menor de idade e filha de Bill. E como desgraça pouca é bobagem, ainda enfrenta a chegada da adolescência de Becca, sua filha gótica de 12 anos.

Hank é irônico e fala verdades com muita acidez. Essa personalidade explosiva do protagonista ganha um charme a mais com a maneira arrastade de falar de Duchonvy, que parece não abrir a boca para proferir suas “pérolas”. Issa impressão diminui na versão dublada do SBT, já que a voz brasileira do personagem é articulada demais. Mesmo assim, “Californication”, com as situações absurdas em que Moody se mete graças aos seus múltiplos vícios, além das referências pop sempre presentes no roteiro, é uma ótima pedida para as madrugadas de domingo. O soninho da segunda-feira seguinte vale a pena.

A estreia de “Californication” é o início de algumas mudanças na grade de programação do SBT, que voltará a valorizar suas séries. “The Mentalist”, com o nome “O Mentalista”, e “Sobrenatural”, que estreariam no último domingo, ficarão reservadas para uma nova faixa de séries no horário nobre da emissora. Segundo avisou a diretora artística do SBT, Daniela Beyruti, em seu Twitter, o novo espaço abrigará as principais séries que fazem parte do acervo da emissora. Ela citou, além dessas duas, “Gossip Girl”, “Desaparecidos”, “Ugly Betty”, “Grey’s Anatomy”, “Kyle”, “Medium – A Paranormal”, “Fringe”, entre outras. A ideia é exibir uma única série de segunda a sábado, trocando-a sempre que chegar ao fim, como a Globo faz com “Lost”, “24 Horas” e “Prison Break”. “Harper’s Island: O Mistério da Ilha” será a primeira. Com treze episódios, estreia na próxima segunda, 14, às 21h15.

Não é a primeira vez que o SBT reserva sua faixa nobre para a exibição de séries americanas. A rede já lançou várias atrações neste horário. Em 2005, por exemplo, lançou uma grade com séries diferentes a cada dia, em que “A Sete Palmos” e “Tal Mãe, Tal Filha” faziam parte. Saiu do ar três semanas depois. Em 2006, exibiu “Reunião” e lançou a faixa “Ataque de Risos”. Vida curta. Em 2007, foi a vez de “Desaparecidos” e outra faixa com séries diferentes a cada dia. Logo terminou. A expectativa é a de que, desta vez, a coisa vingue.

Séries em Série é a coluna assinada por este jornalista, publicada todas as terças-feiras no portal Tele História (http://www.telehistoria.com.br/).

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